
Suas curvas e proporções avantajadas sempre foram sinônimo de fartura e abundância. Não é à toa que a melancia vêm há algum tempo habitando o imaginário de muitos adolescentes e marmanjos, eufóricos desde a primeira aparição da dançarina (?) do créu, que a leva em seu apelido (ou nome “artítisco”) e com a qual guarda abundantes semelhanças.
Agora, ela (a fruta) tem mais um motivo para fazer a festa da ala masculina, sobretudo para aqueles que têm andado um pouco cabisbaixos. Cientistas do Texas A&M University’s Fruit and Vegetable Improvement Centre descobriram que a melancia funciona como estimulante sexual, com efeitos similares ao Viagra.
O estudo encontrou na fruta uma substância chamada citrullina, que ajuda a dilatar os vasos sanguíneos, assim como age a famosa pílula azul. Para tanto são necessários o consumo de pelo menos seis fatias da fruta para se obter o desempenho equivalente ao consumo de um comprimido.
Se essa onda pegar, provavelmente os barmans da boate-da-terceira-idade, Help, em Copacabana perceberão um aumento na demanda por drinks à base da fruta e a Playboy, terá que fazer uma terceira edição com Andressa Soares, que agora também é cantora de funk e pretende seguir carreira de modelo, apresentadora e atriz. Crééééééu!!!!!!!!!

Quer saber mais?
Joga no Google: melancia
Depois de várias páginas dedicadas aos 121cm nádegas modestos da musa é possível encontrar alguma informação sobre a descoberta científica. Ou se preferir, vai em www.ananova.com
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“Por trás da cortina de pano roída pelas traças, uma claridade leitosa anuncia a aproximação da manhã. Doem-me os calcanhares, sinto a cabeça apertada num torno, e todo o meu corpo está encerrado numa espécie de escafandro.”
Assim Jean-Dominique Bauby inicia o livro que inspirou o vencedor do Globo de Ouro 2007, “O Escafandro e a Borboleta” ,que acaba de estrear no Rio de Janeiro. O filme conta o drama real vivido pelo diretor da revista Elle que após sofrer um derrame cerebral é acometido de uma síndrome rara (locked-in) que o deixa totalmente incapacitado e sem voz após acordar de 20 dias de coma.
Sem poder falar e mexer nenhuma parte do corpo ele só consegue se comunicar com o piscar de seu olho esquerdo e num exemplo de perseverança, não sem muitas dificuldades, com ajuda de uma equipe de belíssimas médicas, escreve sua auto-biografia.
Um colírio de fotografia, inicialmente vemos o longa sob a ótica do personagem central e com ele vamos vivendo a angústia de quem, aprisionado ao próprio corpo (como num escafandro), só lhe resta sua memória e imaginação, que o permite voar ( como uma borboleta) e viver, apesar dos limites impostos pela sua capacidade física liquidada.
Em seqüências de tomadas entrecortadas com vozes (das pessoas e da consciência de Jean-Do) sustentadas por uma trilha excelente com músicas do U2, Tom Waits e Lou Reed, é claro o objetivo do roteirista Ronald Harwood (o mesmo de O amor nos tempos do cólera e O pianista) em fugir da obviedade geralmente atribuída a este tipo de argumento. Mais do que um filme sensorial, ele consegue alcançar a alma. È uma ode à vida.
http://www.lescaphandre-lefilm.com
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Duas jovens conversam em um banco de praça. Minutos após uma suave brisa que bate, uma delas começa a falar de modo repetitivo e desconexo, em seguida retira seu prendedor de cabelo e o encrava no próprio pescoço. De repente, praticamente toda a cidade da Filadélfia é ameaçada por um vírus que se espalha, acabando com o instinto de sobrevivência das pessoas, o que provoca uma série de suicídios em massa.
A idéia não é nada mal em se tratando da mais nova produção do cineasta indiano M. Night Shyamalan, que surpreendeu pláteias com Sexto Sentido, Sinais e A vila. Entretanto, ao sair de uma sessão de Fim dos Tempos, é inevitável lembrar e lamentar pela sensação de replay, de quem há dois anos acabava de assistir A dama na água, que já parecia prever o que viria por aí, na obra do diretor.
Com um roteiro digno de vencedor da categoria “Blockbuster Standard”, em Fim dos tempos mais uma vez Shyamalan recorre à antítese entre fé e razão, o controlado e aleatório, o certo e o oculto. A princípio, o longa soa como protesto ecológico, mas entre desastres, mortes catastróficas e personagens “timburtunianos” também é perceptível um “quê” de anti-terrorismo.
E é numa profusão de clichês cinematográficos, em meio a um roteiro pobre, com falas previsíveis e um elenco de quinta que o professor de ciências Elliot Moore (Mark Wahlberg) emerge na trama como o típico herói americano, íntegro em seus valores e sagaz o suficiente para salvar o planeta com base em suas teorias e conduzir a trama ao previsível Happy End ( com direito a insinuação de continuidade e tudo).
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