e o vento trouxe… (o fim dos tempos)

Duas jovens conversam em um banco de praça. Minutos após uma suave brisa que bate, uma delas começa a falar de modo repetitivo e desconexo, em seguida retira seu prendedor de cabelo e o encrava no próprio pescoço. De repente, praticamente toda a cidade da Filadélfia é ameaçada por um vírus que se espalha, acabando com o instinto de sobrevivência das pessoas, o que provoca uma série de suicídios em massa.

A idéia não é nada mal em se tratando da mais nova produção do cineasta indiano M. Night Shyamalan, que surpreendeu pláteias com Sexto Sentido, Sinais e A vila. Entretanto, ao sair de uma sessão de Fim dos Tempos, é inevitável lembrar e lamentar pela sensação de replay, de quem há dois anos acabava de assistir A dama na água, que já parecia prever o que viria por aí, na obra do diretor.

Com um roteiro digno de vencedor da categoria “Blockbuster Standard”, em Fim dos tempos mais uma vez Shyamalan recorre à antítese entre fé e razão, o controlado e aleatório, o certo e o oculto. A princípio, o longa soa como protesto ecológico, mas entre desastres, mortes catastróficas e personagens “timburtunianos” também é perceptível um “quê” de anti-terrorismo.

E é numa profusão de clichês cinematográficos, em meio a um roteiro pobre, com falas previsíveis e um elenco de quinta que o professor de ciências Elliot Moore (Mark Wahlberg) emerge na trama como o típico herói americano, íntegro em seus valores e sagaz o suficiente para salvar o planeta com base em suas teorias e conduzir a trama ao previsível Happy End ( com direito a insinuação de continuidade e tudo).

3 Responses

  1. Realmente, o nível dos filmes dele tem caído muito.

    Juliana - Julho 3, 2008 at 2:22 pm
  2. Saí do cinema rindo, quando assinti esse filme. BIZARRO!

    Eduardo Pires - Julho 3, 2008 at 2:23 pm
  3. Não é de rir, não. É de chorar, gastar meu dinheiro nessa m… de filme!

    Ricardinho - Julho 3, 2008 at 3:12 pm

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