o bizú


grão de areia num deserto
Agosto 4, 2008, 4:59 pm
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Riffs ousados, letras poéticas e/ou existenciais de bandas que vão na contramão da tendência emo (dominante na cena pop-rock brasileira), atraíram um público seleto que em sua maioria reconhece o valor da cultura alternativa. Jovens antenados com os movimentos de vanguarda cultural mundo a fora, se reuniram no último dia 1º de agosto num festival que reuniu as bandas Ekoa (lançando seu primeiro CD), Uma nova orquídea em meu jardim alucinógeno e Spllash.

 

Para quem pensa que a Baixada Fluminense é somente palco de desordem urbana e pobreza, o CEFETEQ de Nilópolis pretende provar que nem só de funk e forró vivem os moradores das áreas “menos assistidas” pelo Estado. Foi lá que aconteceu o Findie Rock, um evento idealizado pela aluna de Produção Cultural Karla Oldane e que teve como proposta levar para a Região temas discutidos no meio independente do Rio de Janeiro.

 

A tarde do festival foi agitada por uma mesa de debate com o tema: “O que es tá rolando na cena musical no RJ ?” e contou com a presença do produtor musical Rodrigo Lariú e de outros produtores do meio artístico e cultural alternativo do estado.

 

 

 

Apesar do sucesso de público do evento, foi na quadra esportiva da faculdade que os indies da Baixada se reuniam em grupos para aguardar a apresentação das bandas. No palco montado na frente da trave de futsal e abaixo da sexta de basquete, o pessoal da banda Splash dava os primeiros acordes na passagem de som. Para delírio de um grupinho animado, que não hesita em encarar uma hora e meia de trânsito para ir às festinhas comandadas pelo Dj Edinho na Casa da Matriz, Marcela Rosa, de cigarro na mão e bolero colorido da DocDog inicia a apresentação perguntando “Who took the bomb?”. É a primeira frase do hit underground “Deceptacon”  da banda norte-americana Le Tigre, que se vale de temas como feminismo, política e cultura gay em suas letras.

 

O Splash surgiu há um ano de uma idéia do guitarrista Vitor Bambino (que abusa sem medo no visual retrô). Com influências que vão de Rolling Stones a CSS, passando por Stoogies, o nome é uma onomatopéia que serve pra muitos barulhos, brinca. A banda é formada ainda por Fabiano Santtus nos sintetizadores, Tiago Gentilez na batera e Pamella Turque no baixo. Com um repertório que alterna muita distorção, com batidas eletrônicas, a banda empolga com suas letras “garota-sex-porra-louca” e ainda arriscam um cover da banda Blondie, ou seja, é a cara da música 00 com um pezinho (ou uma perna) nos 90.

 

www.myspace.com/bandaspllash


6 Comentários até o momento
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uou! Bela resenha!

“Grão de areia num deserto” é um título que traduz muita coisa.

“escrever porque precisas, leio porque gosto.”

Comment por Karlinha

O negócio é este tipo de evento vingar em uma região como a Baixada

Comment por Digo

14/08 GIRLS WITH MACHINE GUNS

Avinida Mem de Sá n. 61 Bar Brasil Mestiço. LAPA
8 Reais

com as bandas:

Mulher Espacial + Voz del Fuego + As Doidivinas + Cellophane + Fuzzcas + DJ Loulou Gutemberg

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23/08 ROCK ENTRE AMIGOS

Rua Visconde Silva n. 55 Botafogo,
8 reais

com as bandas:

Limosine Carioca + Nocaines + Os Azuis

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5/08 FINAL DO FESTIVAL VITTORIO
Bar Vittorio, 3 andar. Citta America. Barra da Tijuca
10 reais

Comment por Spllash!

Bom…. eu estava no evento, e creio que… o que prejudicou um pouco com relação ao público, foi sim falta de divulgação, e também ser no mesmo dia de uma avaliação do MEC, aonde a universidade, tentava ” prender ” os alunos no prédio, para a avaliação, o q fez a galera sair correndo de lá.

Ao comentário do ” Digo ” alí em cima…. não acho nem um pouco complicado fazer um evento desses na baixada, se houver uma boa divulgação. Existem muitos eventos de rock underground aki na baixada, que foram muito bem sucedidos. Alguns nem sei mais o nome, mas eu estava lá no evento.

Comment por Luís Henrique

Criticar é fácil, eu quero ver é fazer.

Porque a baixada não tem um circuito de eventos então, se é tão mole assim?

A divulgação do Findie Rock foi tão extensa que teve nota nos jornais O Globo e JB além de ter sido pauta de revistas eletrônicas importantes como o sambapunk e até no goma de MG, não dá pra justificar a falta de costume do público com falta de divulgação, é uma afirmação hipócrita.

Comment por Karla

Bom, eu tava no evento também. Já conhecia o Bambino de vista pelos botecos de Nova Iguaçu, mas até então não sabia que ele era um puta de um músico. Achei o evento legal, mas esperar que um festival com esse cara lote quadras e quadras com gente sedente de música “alternativa” é meio utópico. Acredito que divulgação é a grande vagina para se expelir o sucesso…mas não me sinto seguro pra acreditar que isso possa determinar sucesso e fracasso de publico.

Comment por Leonardo de Freotas




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