Depois de Duran Duran…
O Philippe Rabello é um figuraça que não tem a menor vergonha de assumir a sua nostalgia por bandas que conheceram o auge do sucesso nos saudosos anos 80. Depois de ter passado poucas e boas pra conseguir uma foto aos lado dos ídolos do Duran Duran no ano passado, agora ele conta suas desventuras e impressões pra lá de tietes sobre o show do A-ha, que rolou ontem, aqui no Rio.
Como todos sabem (ou deveriam saber rsrsrs), ontem foi o show no Rio de uma das bandas mais geniais das últimas décadas, o a-ha. Para quem não sabe, o grupo norueguês a-ha está entre bandas mais influentes das décadas de 80 e 90, e continua produzindo material de excelente qualidade até hoje, e influenciando muitas bandas, como o Coldplay, fã assumido do trio norueguês, e cujo som remete muito ao som do a-ha, entre outros discípulos, com músicas como “Hunting High and Low”, “There’s Never a Forever Thing”, “East of the Sun”, “The Swing of Things”, “Summer Moved On”, e um dos melhores temas de filme de 007 de todos os tempo, “The Living Daylights”, do tempo em que só os artistas de qualidade inquestionável e maior projeção mundial eram convidados a fazer a trilha sonora de filmes do James Bond.
Morten Harket, com os seus quarenta e poucos (quarenta e muitos?) anos tinha a voz mais segura que nos anos 80 e o mesmo charme e encantamento sobre a platéia. Parênteses: aquela voz é a mais pura, mais perfeita que se tem notícia se um ser humano do sexo masculino. Sua voz é um cristal, talvez o correspondente masculino ao que era Gal Costa (no tempo que ela tinha voz…)
E as músicas de uma genialidade não vista mais nas bandas que surgiram neste século, harmonias surpreendentes, acordes poderosos, e uma característica típica do a-ha: o império dos teclados sobre quaisquer outros instrumentos. Para quem não conhece, o a-ha é um trio de vocalista (Morten Harket), guitarrista (Päl Waktaar) e tecladista (Magne Füruholmen), e o guitarrista Päl era, nos primeiros álbuns, o principal gênio compositor da banda (papel hoje virtualmente substituído pelo tecladista Magne), mas sua guitarra sempre teve som de teclado, era desde os primórdios da banda plugada a sintetizadores, no tempo em que quase ninguém sabia fazer isso. Nos últimos álbuns mudaram um pouco esse conceito, e no último álbum, com nome bastante sintomático (“Analogue”), podem-se ouvir guitarras e violões com som de guitarras e violões.
O setlist foi bastante diversificado: muitas músicas dos 2 primeiros álbuns, o segundo álbum, Scoundrel Days, é muito melhor que o primeiro, apesar de o primeiro ter os hits “Take on Me”, “Hunting High and Low” e “The Sun Always Shines on TV”, mas as demais musicas (duas das quais foram executadas) são mais fraquinhas. Já do segundo álbum, talvez o melhor de toda a discografia da banda, eles tocaram as ótimas “I’ve Been Losing You”, “The Swing of Things”, “Scoundrel Days” , “Cry Wolf” e “Manhattan Skyline”. Uma sequência incrível. O terceiro álbum foi representado por três músicas, “Stay on These Roads”, “The Blood that Moves the Body” e “The Living Daylights” e dos demais álbuns, tocaram em média apenas uma música de cada: “Crying in the Rain”, do álbum “East of the Sun, West of the Moon”, nenhuma do álbum “Memorial Beach”, “as ótimas “Summer Moved On” e “Minor Earth Major Sky” do álbum homônimo, “Forever Not Yours” do álbum “Lifelines”, e, surpreendentemente, apenas uma música do último e ótimo álbum, “Analogue”, que foi tocada apenas no bis. Estranhamente, o a-ha optou por tocar três (!!!) músicas do novo álbum que estão gravando, e que ainda não foi lançado, causando alguns momentos de fria contemplação por parte do público. O último álbum “Analogue” apesar de não ter tido hits no Brasil, é conhecido pelos fãs e eles teriam feito melhor em tocar mais músicas deste em vez de mostrar novas músicas inteiramente desconhecidas.
Pois bem, eis que eu estava lá no Metropolitan (a casa de shows na Barra que muda de nome toda hora, daí prefiro continuar chamando pelo nome original, que é a razão social (nome oficial) do lugar), assistindo a um show fantástico, e vendo centenas de pessoas com as câmeras digitais levantadas filmando o show, para produzir vídeos de péssima qualidade, em vez de curtir o show e se deixar envolver pelo transe que a banda proporcionava à platéia. Ou tirando fotos, de qualidade igualmente duvidosa, quando já há tantas fotos de melhor qualidade do grupo para quem quiser obtê-las na internet. E eu, com a minha câmera digital guardada no bolso, pensando, “esse pessoal fica gastando a bateria pra tentar obter essas fotos e filmagens aqui, eu vou é economizar a minha bateria par tirar fotos no camarim…”
E, com já é de costume, me dirigi ao camarim depois do show, onde Morten Harket daria uma entrevista à TV norueguesa, a TV Norge. Basicamente, 80% das pessoas no camarim eram norueguesas; eu era um dos raríssimos brasileiros no local. A comunidade norueguesa no Brasil fez um acordo com a TV Norge para recepcionar a banda no camarim após o show. E após as entrevistas, fotos e autógrafos para os fãs.

4 Comentários até o momento
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adorei sua visita ao brasil
Comment por nadeje Abril 2, 2009 @ 10:59 pmÉ MAS VC NAO FOI O ÚNICO A TIRAR FOTOS COM O A-HA,NAO.
Comment por Belzinha A-ha Abril 5, 2009 @ 6:22 pmMUITO FÃS CONSEGUIRAM AUTÓGRAFOS,FOTOS
E ATÉ UM PAPO BEM TRANQUILO COM A BANDA.
VALEU PELA MATÉRIA.
A-HA FOREVER
Amei o show no rio eu vim do rio grande do sul só pra ver vcs e valeu a pena,chorei muito de alegria eu amo vcs mas o mortin é tudo p mim eu joquei um presente uma camisa com foto e carta tomara que ele recebeu pois eu o amo demais espero que me responda pelo menos meu smail realize meu sonho pois pretendo ir a noruega ano que vem e queria muito ver vc .Faça feliz uma fã que te ama muito desde ja agradeço obrigado.
Comment por Heloisa Abril 18, 2009 @ 12:03 amessa banda é tudo de bom as musicas nem se fala sao lindas romanticas alem do mais eles sao lindo d+ gostaria de ter visto esse showwwwww la no rio ou no sao paulo
Comment por natalie Junho 20, 2009 @ 8:47 pm