Falar, dar conselhos e palpites. Todo mundo tem sempre uma anedota a contar. No telefone, na internet, numa mesa de bar. Quem não gosta de dar suas impressões pessoais sobre o assunto do momento? Ainda que estas leituras sejam a reprodução automática do Jornal Nacional, elas viram, com facilidade, bizús que nos orientam em nossa vida diária.
Antes que o povo de mente poluída pense besteira, bizú é um termo amplamente usado no militarismo e no âmbito de preparatórios para concursos públicos para designar algo que vale a pena ser seguido, acompanhado. Assim, como alguém comprometido (e preocupado) com o futuro da comunicação, prometo avisar quando o bizú for “furado”.
Incansável aprendiz, ávido por novidades (as mais diversas possíveis) e informação, refém dos tempos ultra-modernos, mas um eterno nostálgico pelo que acaba de tornar-se obsoleto. Aprendi, de verdade, que nada se cria, que tudo muda o tempo todo e que jornalismo é bem mais do que reproduzir o discurso da classe que tem din-din.
Meus heróis ainda não morreram de overdose, mas pelo menos alguns inimigos já estão começando a tomar o poder. Enquanto isso não acontece, eu escrevo.
leonardo sales