pastilha

Publicado: julho 20, 2010 em Sem categoria

Atenção senhores passageiros!

Ta faltando cinco centavos

Você deixa eu passar que eu já pego na minha mochila?

Desculpe interromper o silêncio da sua viagem

Por que eu tenho tanta coisa na porra da bolsa?”

Moça, o troco!

Passa no Humaitá?

Trago para os senhores as deliciosas pastilhas Halitex

Odeio andar com guarda-chuva!

Leva duas pastilhas e paga apenas um real

Vou ficar aqui que essa velha ta com cara de que já vai descer

Esse motorista é maluco, ta correndo pra caralho!

Ainda bem, to com pressa mesmo. Por mim passava por cima de todo mundo!

Nas Lojas Americanas você compra por 5 real, na mão do camelô ta saindo 1 real, senhores

Motorista, eu dei sinal, porra! Ta maluco?

O ponto é la na frente, moça!

Filho da Puta!

Olha a pastilha!!!!!

“Bota com raiva, bota com raiva, bota com raiva, bota na chota”

Olha o toque do celular, da filha da puta!!!

Caralho, vou chegar atrasado. Puta que o paril!!! Trânsito dos infernos!!!!

É via Rebouças, motô?

Aguarda aí que eu to sem troco.

Não, senhora. Não ta lendo a placa?

Moço, chama esse cara aí que ta dormindo. Ele ia descer no shopping.

Ultima chance, senhoras. São as refrescantes pastilhas Halitex a um real na minha mão!

Avisa pra mãe da Gisele que eu não encontrei o tecido!

To cansado. To fedendo. Queria ir pra casa bater um punheta e dormir!

Ainda to no ônibus. Avisa pra ela que quando chegar eu passo lá.

Quer que eu segure a bolsa?

Me dá licença?

Por favor!

Velha maldita. Eu queria sentar!

Posso fechar a janela? Ta me molhando.

Jornal de hoje. Matéria velha.

Abre a porta aê, motô! Valeu!

No Rio não pode chover que alaga tudo.

Pois é…

Caralho, não quero conversar. Será que esse cara não entende!!!!

Odeio gente que fica conversando com estranho na rua!

Odeio gente carente!

Deve ter sido batida.

O povo é foda, para pra olhar, aí o trânsito fica essa merda.

O que aquilo, mãe?

Não olha, filho.

Pastilhas Halitex no asfalto molhado

Mãe, era o cara da bala!!

Que merda! Político não morre, trabalhador só se fode!

Eu bem que ia comprar uma pastilha

Nossa! Olha como ficou a cara dele!

Já disse pra não olhar, menino!

O cara da moto quase não se machucou

Transito congestionado por causa de um acidente na Voluntários

Sirene

Celular

Já to chegando. Pode me aguardar mais 5 minutos?

Nem mais um minuto, senhor. Vamos estar transferindo para o setor de reclamações

Transfere pra puta que te paril. Tomanocú, porra!

Pra tomar no cú, digite 0, ou 9 para retornar ao menu anterior

Mas eu já to perto, o que custa esperar?

Meu Deus! Que coisa horrível!

Estes motoristas são todos malucos. Só andam correndo.

Ainda tenho que passar no mercado, porque não tem porra nenhuma nem ninguém pra eu comer em casa

Acho que já é no próximo

O papel com o endereço ta na mochila

De nada!

Porra! Celular de novo! Não vou anteder!

Passa a mochila!

Qual é, cara?

Passa a mochila, mermão. Quer morrer tu?

Caralho! O guarda-chuva. Fodeu! Ficou com a velha do ônibus.

Boa noite.

Tempinho chato, ne?

Só se for pra vc. Acabei de ser assaltado.

Vai pra onde?

17º, por favor.

uma cidade minada

Publicado: julho 20, 2010 em Sem categoria

Andar pelas ruas do Centro da cidade pode ser uma atividade terapêutica e tanto. Toda vez que me vejo envolvido em uma grande questão que demanda tomada de decisão, gosto de praticar o método peripatético de pensar, que consiste em refletir enquanto se caminha. Flanar no fim de tarde pelas ruas estreitas e pelas avenidas congestionadas, passar por rostos brilhantes de cansaço, circunspectos em suas agruras do dia-a-dia, também já rendeu muitas crônicas a grandes nomes de nossa literatura, como João do Rio e Benjamin Costallat. No entanto, ultimamente, andar imerso em pensamentos ou perambular atento aos movimentos da cidade pode trazer surpresas não muito agradáveis. A sensação que se tem é de estar transitando por um verdadeiro campo minado e que, a qualquer momento, um bueiro pode explodir levando pelos ares as nossas mínimas expectativas de vida.

Foi o que aconteceu com o casal de norte-americanos atingidos pela explosão de um bueiro, no final do mês passado, em Copacabana. O pequeno instante que aguardavam para atravessar a rua naquela manhã de Copa do Mundo, por pouco não foi o último das vidas de Sara Lawri e David McLaugheim. Ela foi arremessada para o alto e teve 80% do corpo queimado, ele sofreu queimaduras em 35% do corpo. Ambos ainda estão em estado grave. Não sabemos para onde eles se dirigiam nem que projetos esperavam realizar naquele dia. Estariam planejando a viagem de volta pra casa? Conhecer outra cidade brasileira, talvez? Ou mesmo um simples jantar romântico em um restaurante legal à noite? O que quer que tivessem planejado, eles não concretizariam, pelo menos não nas próximas semanas. Os dois foram vítimas de uma fatalidade a que nenhuma aposentada do bairro com seu poodle estaria imune.

A constância assustadora com que explosões de bueiros vêm ocorrendo no Rio de Janeiro revela que pouco se sabe ou se imagina sobre o mundo – ou submundo –  de emaranhados de fios e tubulações que funciona bem debaixo do nosso vai-vém apressado de cada dia. Cidades como Londres e Paris, também possuem centenários sistemas de fiação e esgoto urbanos, na cidade luz, inclusive, catacumbas subterrâneas viraram atração turística. No entanto, não costumamos ouvir relatos de turistas indo pelos ares em cidades européias. Junto com o fogo, a fumaça, o estrondo e o susto emergem as dúvidas a cerca da gestão adequada de nossos serviços públicos – os bueiros são de responsabilidade da Light.

Diante de tamanha impotência frente aos desígnios do acaso, prefiro acreditar que desastres como o que ocorreu com os turistas norte-americanos funcionam como lembrete para a brevidade e precariedade de nossas vidas. O simples fato de sair de casa para comprar uma vitamina C na farmácia pode ser o suficiente para ensejar nossa partida para o além. Ok! Confesso que estou carregando demais no pessimismo kafkiano. Mas além do medo de sermos assaltados ou sermos vítimas de uma bala que, perdida, pode acabar se encontrando em alguma parte de nosso corpo, agora também temos que andar olhando pra baixo e antes fosse para evitar pisar nas fezes dos poodles das aposentadas do bairro.

nova versão, nova cara, novo texto…

Publicado: julho 19, 2010 em Sem categoria

É com este clima de nostalgia que eu volto para o mundo dos posts, comentários, hiperlinks e agora movimentados pela cultura dos Tweets e das “curtições” do Facebook. Como todo (ou quase todo) blog de jornalista, o Bizú foi criado em 2008 para dar vazão à minha compulsividade por cultura pop. Agora, conectado ao conceito de Web 3.0 (e tudo o que a nova tendência engloba), o que se pretende (sem muitas pretensões) é explorar temas do cotidiano da nossa cidade nem tão maravilhosa assim e do dia-a-dia da metrópole que é a minha cabeça. Nesta cidade pop-megalomaníaca, seres de natureza contraditória, ambígua e irônica convivem em meio a uma arquitetura urbana insólita que muitas vezes surpreende até mesmo o prefeito, no caso, eu.

Não, não, não! Eu não vou falar só do meu umbigo. Até porque se minha vida fosse tão interessante assim eu estaria na capa de Caras. Apenas espero poder fazer a minha parte colaborando para a construção de uma sociedade mais justa e consciente, partindo da minha humilde perspectiva de jovem jornalista carioca. Se isso não der certo, se já tiver rendido um bom minuto de atenção dos meus amigos leitores já estará ótimo.

Para quem achar que eu “encaretei” , que eu parei de beber, que eu estou usando calça jeans básica, lendo a Veja e vendo Fantástico, aviso que não é nada disso. Afinal, como lembra a propaganda da Colorama, uma mudançazinha de vez em quando não faz mal a ninguém, ainda mais para um geminiano que adora uma rotina, desde que ela mude de três em três dias.

Ah! Eu não uso Colorama.

palavras ao vento

Publicado: junho 17, 2009 em o bizú_ANTIGO

Certa noite, a falta do que fazer e o excesso de ideias criativas povoando sua mente, sempre inventiva, fizeram a jornalista Renata Victal (Vic, para os íntimos) pular do sofá saltitante com a sua mais nova ideia: promover encontros regulares e informais nos quais as pessoas levassem poesias e as pendurassem em varais para serem lidos por todos. Enquanto ela não organiza o meeting, que tem tudo pra ser bafo, na hora, seus dedos pularam pro teclado e o blog Poesia no Varal foi criado. É só entrar, saborear e, porque não, se atrever a postar.

Post do dia

Publicado: junho 17, 2009 em o bizú_ANTIGO

Não precisa nem ser tão criativo pra fazer piadas sobre classe política brasileira. Todos os dias eles nos dão motivos, mas este post do silviolach mostra que cada vez mais a internet bomba com o farto material (lixo) que os noticiários nos servem diariamente com as merdas que fazem aqueles que nos representam.

silviolach: Sarney está provando que nepotismo é uma coisa que passa de pai pra filho, pra neto, pra nora, pro genro, pro parente do genro….

toque de midas

Publicado: junho 3, 2009 em o bizú_ANTIGO
Tags:, , ,

Madonna e DJesus

Uma agência de notícias indiana (hare baba!) anunciou hoje que madge estaria bancando um curso de Dj caríssimo para seu “novo-amiguinho” (peguete), Jesus. O modelo também estaria recebendo  aulas de inglês e aquele up no style feito pela própria.

Quem sabe ele não consegue uma ponta na produção do próximo álbum da rainha do pop ? Do jeito que o cara é sortudo…

melhor post do dia

Publicado: junho 2, 2009 em o bizú_ANTIGO
Tags:,

silviolachLatino quis terminar com Mirela por causa de “A Fazenda”. Faz sentido. Afinal, ela tem ” Dado ” na Fazenda6 minutos ago from web